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Rafael Weiss

Foto: Rafael Weiss

Fiz este texto para o site da prefeitura de Itajaí. Mas achei a história muito interessante e decidi compartilhar com os leitores daqui também!

Dar as mãos pode salvar seu dia. De mãos dadas ficaram as cerca de 300 pessoas atendidas pelos voluntários do movimento Mãos sem Fronteiras, que estão auxiliando as vítimas da enchente em Itajaí e centenas de bombeiros, policiais, servidores e voluntários que trabalham na reestruturação da cidade.

Desde a semana passada, 9 voluntários vindos de Curitiba se dividem entre Itajaí e Blumenau propagando a técnica de Estimulação Neural. O curso – que normalmente dura 5 horas – foi adaptado para duas sessões de 40 minutos cada. Em Itajaí, o grupo capacitou cem pessoas entre bombeiros, policiais militares, profissionais da Defesa Civil e servidores. Além disso, cerca de 300 pessoas atingidas pela enchente e voluntários espalhados por toda cidade receberam atendimento.

“Nosso trabalho consiste em tocar as pessoas em determinados pontos do corpo que correspondem a diferentes áreas como a cardíaca e circulatória e a respiratória. Mas o trabalho mais intenso aqui é no que diz respeito a parte psíquica das pessoas que estão muito abaladas com a tragédia”, explica o jornalista Eloir José Sbalqueiro, voluntário do Mãos sem Fronteiras.

Sbalqueiro conta que cinco minutos por dia são suficientes para garantir o equilíbrio mental, aumentar a concentração e diminuir níveis de stress das pessoas através da técnica. O voluntário ressalta ainda, que Estimulação Neural permite que uma pessoa atenda até 200 outras ao mesmo tempo com ações simples como dar as mãos uns aos outros.

Além de manter o lado emocional em dia, os bombeiros que trabalham na cidade tiveram exemplos práticos de como a Estimulação Neural pode ajudar no atendimento de primeiros socorros, por exemplo. Isto porque, o toque em determinadas partes do corpo pode até amenizar dores.

“É preciso deixar claro que esta técnica não substitui tratamentos médicos convencionais. É sim, um complemento e uma ajuda nos momentos críticos”, diz Romeu Huczok, presidente do Mãos sem Fronteiras no Brasil. Huczok afirma que o movimento não tem vínculos religiosos, o que torna a penetração do grupo possível em diferentes lugares, com diferentes culturas.

Como surgiu e o que é a Estimulação Neural

A Estimulação Neural surgiu há 20 anos na Espanha e rapidamente se espalhou rapidamente. A criadora da técnica, a espanhola Rosa Hernandez, é conhecida como “La Jardineira”. “A chamamos assim porque somos as sementes que ela plantou pelo mundo”, afirma Romeu Huczok.

Huczok entrou no movimento há nove anos depois de ser beneficiado quando estava com um problema de saúde e hoje preside a sede brasileira do movimento, localizada em Curitiba (PR). A sede mundial do Mãos sem Fronteiras fica na França.

A técnica divide o corpo humano em seis pontos vitais que são responsáveis pelas seguintes áreas: ósseo e muscular; sistema nervoso; faculdades mentais; aparelho respiratório e os cinco sentidos; sistema digestivo; coração e sistema circulatório e imunidades.

Na próxima semana mais 15 pessoas do movimento Mãos sem Fronteiras chegam a região. As pessoas interessadas em participar dos cursos ou no atendimento do grupo pode obter informações pelo site www.maossemfronteiras.com.br .

Prefeitura de Itajaí

Secretaria de Participação Social

Informações e agendamento de entrevistas: (41) 3013-6788 ou (41) 8805-4276, com Eloir

Texto: Fabricia Prado (SC 03103 JP): (47) 9985-4803

3ª Semana da Consciência Negra

Foi realizada na noite desta segunda-feira (17/11), no Mercado Público de Itajaí, a abertura da 3ª Semana Municipal da Consciência Negra. A noite contou com apresentação do Grupo de Samba e Choro Siriguidum e  realização do Sarau Benedito. No dia seguinta também rolou capcitação no Museu Histórico…

Brique Solidário 2008

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Imagens do Brique Solidário 2008 realizado nos dois últimos sábados (8 e 15/11) nos bairros Cordeiros e São Vicente, em Itajaí. A feira em espaço público é aberta à comunidade para visitação e exposição de produtos. Além disso, a programação do dia contemplou apresentações musicais, teatrais, cinema e muita brincadeira.

O projeto Brique pretende provocar na população a troca de conhecimentos, a acessibilidade da comunidade aos projetos já existentes e promover shows musicais, de teatro e oficinas educativas. O objetivo principal do evento é integrar a comunidade com a rede de troca solidária e estimular o pensamento crítico sobre o mercado, saúde e cidadania.

O Salão de Festas das Bruxas

FOTOS: FABRICIA PRADO

“Diz a lenda que as bruxas da região queriam fazer uma linda festa aos moldes da alta sociedade. O local para o encontro festeiro seria a praia do Itaguaçu, o mais belo cenário da Terra. Todos seriam convidados, os lobisomens, os vampiros e as mulas-sem-cabeça. Os mitos indígenas também compareceram, entre eles estavam os curupiras, os caiporas, os boitatás e muitos outros.

Em assembléia, as bruxas decidiram não convidar o diabo pela razão de seu imenso fedor de enxofre pelas suas atitudes anti-sociais, pois, ele exige que todas as bruxas lhe beijem o rabo como forma de firmar seu poder debochadamente absoluto.

A orgia se desenrolava, quando surge de surpresa o diabo que, entre raios e trovões, raivosamente irritado pela atitude das bruxas, castiga todos transformando-os em em pedras grandes que até hoje flutuam nas águas do mar verde e azul da praia de Itaguaçu”.

Para Carolina…

Olhei pra ti, lancei um sorriso, nada.

Falei qualquer coisa, esperei resposta nada.

Falei do tempo, do barulho, das pessoas… nada.

Eu virei, mexi e me expressei numa

tentativa quase que infantil e você… nada

Estava lançado o desafio!

E hoje de tudo em você que me faz falta o que

mais me falta é este teu silêncio… esclarecedor….

Tempo e trilha:

Escrito numa manhã de sol Carolínica ao som de Panis Et Circenses – Os Mutantes

É… ele voltou

Dia desses andava pela rua, sozinha e vi no rosto de outra mulher um sorriso. De imediato compreendi que não era só um sorriso, mas sim um espelho. Ela ria porque eu ria, ria do meu sorriso. E me perdi no meu sorriso, naquele desconhecido rosto. Mas do que eu ria afinal?

Ria dele… ele enfim chegou novamente. O amor… puro, bom, completo, assim… sorridente!


Há muito tempo eu não escrevia aqui… acho que não dá pra escrever sem amor…

Trilha sonora:

Escrito ao som de  Pretinhosidade (Martinália)

Queria te falar somente coisas boas, queria te falar coisas que fossem ao menos dez por cento tão boas quanto as mil que vivemos em minutos restritos, horas contadas, sobre a pressão de olhos distantes e sempre tão presentes. Coisas que vivemos entre a vulgaridade de quatro paredes e aquele cheiro de roupa de cama de lavanderia tão inspirador e tão solitário.  Mas hoje só consigo pensar em te pedir perdão pelas centenas de coisas ruins que eu te fiz. Não quero teu perdão pra conseguir tua piedade, preciso do teu perdão porque eu não consigo perdoar a mim mesma. Dependo de um gesto teu para resolver um problema que é só meu.

Mas não vou te redimir da tua culpa. Tua parcela de culpa existe e não é pequena. A tua maior culpa é ter feito com que eu descobrisse em mim um amor sem limites e um ódio sem medidas. Sabe aquele velho bordão da linha tênue que divide o amor e o ódio? Pois é, aos 25 anos descobri que a maldita linha tênue existe e que esta linha tem um nome: o teu nome.

Porque hoje as melhores e as piores coisas que eu já vivi nessa minha breve jornada por este mundo tem uma razão: você. Acredite quando eu te digo que tu tens culpa não é pra te sentires triste ou deprimido. Sinta simplesmente o quanto você é intenso, e acredite, ser intenso é maravilhoso. São raras as pessoas no mundo que conseguem levar uma outra ao céu, você conseguiu. O problema é mais uma vez a linha tênue, esta, que separa o céu do inferno. Inferno que eu entrei e do qual não consigo sair.

A melhor imagem que eu guardo disso tudo é você chegando de carro, numa rua escondida, pra me pegar e eu tentando fingir indiferença e olhando pra ti como quem olha pra um desconhecido quando na verdade eu segurava meus lábios para não sorrir cada vez que de longe, quando a miopia permitia, eu te via chegando. Que a minha vontade era pular no teu pescoço te agarrar e te encher de beijo e sentir teu cheiro.

Como pode uma mesma pessoa nos dar tanto e tão pouco? A imagem mais triste que eu guardo é a das tuas costas. De todas as vezes que eu estava deitada naquelas camas de amores mil, aconchegada, e via você se virando e levantando pra ir embora, e eu querendo implorar para você ficar mais, mas resistindo e fazendo tipo do, “to nem aí”.

Queria te ter e não vou mais ter. Acabaram escapadas, as ligações escondidas, as mensagens apaixonadas, os olhares penetrantes, as músicas melancólicas da Pastorutti e as engraçadas da Cesária Évora. Acabou também teu corpo no meu corpo, tua boca na minha boca, acabou p meu desespero pelo teu sexo e a vontade ter mais… preciso do teu perdão… pra me livrar dessa coisa que consome o corpo, alimenta a alma e confunde a mente. Essa coisa… que tem gente que chama de paixão, tem gente que chama de loucura e tem gente que chama simplesmente de amor….

Escrito às 02h30 de quarta-feira, 30 de janeiro de 2007, depois muitas cervejas, uma conversa com um velhinho insone de roupão e uma crise de consciência.

Trilha sonora: All my lovin (The Beatles – Lennon/McCartney)

All You Need Is Love (The Beatles – Lennon)         

Blues From an Airplane (Jefferson Airplaine)        

Don’t You Want Somebody To Love? (Jefferson Airplaine)                        

Asleep (The Smiths)                         

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